terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Daniel Cohenca, ex-superintendente do IBama de Santarém, diz que PT usou órgão para vencer eleições municipais no Oeste do Pará

Inocentado das acusações, Daniel Cohenca mostra o real motivador de sua exoneração da Gerência do IBAMA de Santarém. No mês passado, saiu a decisão final do presidente do IBAMA, inocentando o ex-gerente no processo que o acusava de irregularidades administrativas na sua gestão. Para a sociedade o caso havia ficado inconcluso, valendo então esta nota de esclarescimento.

Em novembro do ano de 2008, Daniel Cohenca foi exonerado do cargo de Gerente Executivo do IBAMA em Santarém, cargo que ocupava desde maio de 2007. O IBAMA em si não mostrou oficialmente explicações sobre a exoneração, mas em entrevista a imprensa local o então superintendente do IBAMA no Pará, Aníbal Pessoa Picanço, atual secretário do estado de Meio Ambiente do Pará, expôs em entrevista que teria havido “crime”...“que afronta os princípios básicos que norteiam a Administração Pública que são a legalidade e moralidade”.

Através do memorando em anexo o então superintendente mostrava ao presidente do IBAMA que a gerência de Santarém não estava seguindo a cartilha ditada pela governadora do estado Ana Júlia Carepa, e na sequência buscava desqualificar o gerente com a acusação leviana e, ao que veremos infundada, de que "alguns servidores e setores da Gerência de Santarém teriam sido pressionados pelo gerente para firmar contrato de R$ 45.000,00". Culminava o memorando "solicitando a imediata exoneração ou afastamento" de Cohenca.

Com tal acusação o presidente do IBAMA, Roberto Messias exonerou-o do cargo em comissão. As forças políticas e a imprensa santarena ficaram imediatamente divididas, pois os que conheciam o trabalho que Cohenca vinha desenvolvendo sabiam que havia muitos interesses em retirá-lo deste cargo, e que a acusação de corrupção poderia ser mero pretexto para desqualificá-lo e assim desqualificar inclusive o combate a ilegalidade ambiental.

Cohenca passou por um processo administrativo disciplinar, instaurado pelo presidente do IBAMA onde figurava como único acusado de improbidade administrativa. No entanto, após meses de investigação e interrogatório por uma comissão, todos os sete servidores que assinaram a transação financeira foram unânimes em afirmar que não só nunca receberam ordens de Cohenca para tal ato mas que nem ao menos haviam conversado com ele sobre a transação.

O relatório da comissão (anexo) conclui pela "absolvição antecipada do denunciado" e "o arquivamento do Processo", ainda conclui que o ato de compra antecipada de combustível deu-se por iniciativa de outros servidores, mesmo assim com "a inexistência de má-fé", e ainda que "agiram buscando o melhor para a administração pública, sem proveito próprio".

O relatório transparece a falha no sistema público de licitações anuais que deixava o IBAMA sem o item mais básico para seu funcionamento, o combustível, durante o primeiro semestre de cada ano. Para evitar essa situação, antigos servidores administrativos anualmente praticavam compra antecipada no final do ano pelo bem da continuidade das atividades do órgão. O Gerente executivo, como era de praxe, autorizou o pagamento das notas fiscais que chegaram a ele nos trâmites normais, devidamente recebidas e encaminhadas pelos setores responsáveis, sem nenhum indício de que se tratava de compra antecipada.

O despacho da coordenadora de processos disciplinares, acatado pela chefe da Procuradoria Federal Especializada e pelo Presidente do IBAMA (anexo). cita:
"Da análise dos autos, verifica-se que após a fase instrutória ficou provado que as acusações eram improcedentes, inconseqüentes e viciosas e que a comissão processante concluiu pelo não indiciamento do servidor acusado, uma vez que, avaliados todos os elementos trazidos aos autos naquela fase, tais como, depoimentos e diligências o trio processante chegou a conclusão de que os fatos apontados não constituíam ilícitos administrativos, não sendo comprovada a prática dos fatos imputados ao acusado."

Num caso desse, como no caso de qualquer denúncia sem provas, anônima (como diz o memorando do superintendente), caberia uma primeira investigação, chamada sindicância. E não a solicitação da "imediata exoneração ou afastamento".

As acusações e a exoneração do gerente em novembro de 2008 geraram uma instabilidade no IBAMA. Um a um os caminhões apreendidos em operações foram sendo liberados, as empresas lacradas foram desbloqueadas e a própria gerência do IBAMA de Santarém foi perdendo a força política e a autonomia financeira, obviamente trazendo prejuízos à proteção do meio ambiente.

Então quais os reais motivos que em setembro de 2008 levaram o então superintendente Anibal Picanço a tão veementemente buscar acusar Daniel Cohenca e divulgar as acusações pela imprensa ao invés de promover uma justa e limpa investigação prévia?

Era sabido que o IBAMA de Santarém vinha atrapalhando os interesses políticos da Governadora do Pará Ana Júlia Carepa. A fiscalização era incisiva, principalmente contra o desmatamento ilegal e as madeireiras cheias de irregularidades, num estado que desde 2006 é o recordista em desmatamento no Brasil, e que aumentou sua taxa anual no último ano (PRODES/INPE). O ano de 2008 foi o ano das eleições municipais mais disputadas no oeste paraense. É bastante óbvio o quanto a ilegalidade ambiental financiava as campanhas eleitorais municipais no oeste paraense.

Enquanto o IBAMA em Santarém, apoiado e seguindo diretrizes da Diretoria de Proteção Ambiental do IBAMA de Brasília agia contra o tráfico de madeira ilegal e o tráfico de créditos madeireiros frios, facilitado pelos falhos sistemas de controle de fluxo madeireiro instituídos pelo governo no estado (Sisflora e Ceprof), o partido da governadora Ana Júlia apoiava-se nos madeireiros do Oeste do Pará buscando obter vitória eleitoral na maioria dos municípios. Em alguns municípios os candidatos a prefeito pelo PT eram eles mesmos grandes madeireiros.

Em Santarém, Cohenca participou da discussão sobre a destinação das terras públicas das glebas Nova Olinda e Mamurú. Defendeu a criação de unidades de conservação buscando a preservação de áreas que o governo do estado cedeu para madeireiros a título de "permutas" de terras e "ADIPs" (autorizações de detenção de imóvel público). O governo do estado se pronunciou em defesa do direito dos madeireiros, manifestando-se contrários a criação de unidade de conservação na área e hoje se vê o conflito (inclusive com incêndio em balsa) entre as populações tradicionais, antigos ocupantes da região, e madeireiros apoiados e autorizados pelo Governo do Estado.

No município de Prainha o Governo do Estado insistia em manter ativas algumas destas ADIPs que exploravam madeira em área muito além do que o seu manejo autorizava ao tempo que emperrava a criação da RESEX Renascer. O IBAMA buscou suspender as atividades da empresa, porém que só poderia ser definitivamente suspensas por força do cancelamento das ADIPs e da licença de operação, o que o governo do estado recusou-se a proceder. Quando finalmente a RESEX Renascer foi criada, devido a negociações do governo do Pará ela tinha metade do tamanho originalmente previsto para a reserva. Não abrangendo as áreas de interesse madeireiro.

Em 2008 técnicos do IBAMA em Santarém flagram que nos cadastros da SEMA existem 93 serrarias operando dentro de unidades de conservação, terras indígenas, áreas militares e assentamentos do INCRA, todas com licença ambiental válida, em atividade e com cadastro no CEPROF e SISFLORA. O IBAMA solicita a suspensão imediata das empresas e a fiscalização em loco.

Está evidente que o Meio Ambiente é para o PT do Pará a moeda de troca mais barata para as eleições, e o IBAMA de Santarém, mesmo com suas conhecidas limitações em termos de pessoal e equipamento, foi descobrindo tais irregularidades e se mantendo irredutível em suas funções sócio-ambientais.

Os empecilhos às aspirações políticas da Governadora Ana Júlia Carepa, foram os motivadores dos pedidos de exoneração de Cohenca emanados da Superintendência do IBAMA em Belém, sabidamente dominadas pela governadora e pelo ex-superintendente Marcílio de Abreu Monteiro (ex-marido da governadora e atual secretário de estado de Projetos Estratégicos). Em junho de 2009 Aníbal Picanço torna-se Secretário de Estado de Meio Ambiente e no primeiro mês de gestão autoriza a exploração de 544 mil metros cúbicos de madeira, cinco vezes mais do que seu antecessor Valmir Ortega autorizou nos seis meses anteriores. Aliás, Valmir Ortega foi exonerado também com denúncias infundadas de corrupção. Parece que a fórmula deu certo, retira-se o incômodo acuado por denúncias que demoram a se mostrarem inverídicas e ele fica quieto, sem voz para denunciar.

E esta é somente parte das conexões milionárias da madeira ilegal no estado do Pará.

Daniel Cohenca* - dcohenca@bol.com.br
*Daniel Cohenca é analista ambiental concursado do IBAMA. Biólogo,morou 9 anos em Santarém, foi gerente executivo do IBAMA em Santarémem 2007 e 2008, trabalha hoje na superintendência do IBAMA em Florianópolis-SC .


Palavra do Presidente

De Zé Carlos Lima, presidente do PV- Pa, em seu blog,  a respeito de sua saída da Semma:
Depois de onze meses construindo uma nova proposta ambiental para Belém, deixo, amanhã, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Meu substituto será o atual diretor de parques e áreas verdes de Belém e ex-deputado estadual Sebastião Oliveira.
Estou saindo por dois motivos. Fui eleito presidente da comissão de meio ambiente da OAB-Pará e assumi compromisso com o presidente Jarbas Vasconcelos de ajudar a organizar este setor na Ordem. Serei candidato a Deputado Federal pelo Partido Verde do Pará, tendo que coordenar a campanha de Marina em toda a região amazônica.
Neste meses, construímos uma equipe e reunimos pessoas, entidades, tratamos de desafios ambientais de uma Cidade Amazônica como Belém.
Falamos de arborização com a EMBRAPA, UFRA, REDE CELPA e decidimos construir um novo Plano Diretor de Áreas Verdes – PDAV, com uma meta de uma árvore por habitante. Implantamos o novo corredor de mangueiras na Senador Lemos. Plantamos ipê roxo na Almirante Barroso. Arborizamos muitas ruas e o Conjunto Satélite.
Falamos de parceria e participação popular com o IMAZON, POEMA, UNAMA, com a criação da Rede Voluntária de Educação Ambiental de Belém. Consolidamos o Conselho Municipal de Meio Ambiente com funcionamento regular na sede da UNAMA da Senador Lemos. E deixamos criado o programa de Agentes Ambientais Voluntários.
Falamos de ciclovias e do uso da bicicleta. Estimulamos o debate com a presença de Alfredo Sirkis, urbanista responsável pela implantação das ciclovias do Rio de Janeiro. Realizamos passeios ciclísticos no Dia Mundial Sem Carro. Serão incorporadas a Belém, fruto de compensação ambiental com o Governo do Estado e de acordo celebrado com a CTBEL, mais 60km de ciclovias e ciclofaixas.
Falamos do desenvolvimento sustentável das Ilhas de Belém, criamos um fórum, estamos elaborando o diagnóstico e propusemos a transformação das Ilhas em uma grande APA, com objetivo de eliminar as emissões de dióxido de carbono dos carros do continente, transformando Belém em uma cidade zero em emissões de CO2.
Licenciamos, fiscalizamos e coibimos abusos ao meio ambiente, sempre com a cautela de não trazer transtornos para Cidade. Exemplo disso foram o sistema de compensação ambiental aplicado pela SEMMA que trouxeram enormes benefícios para Belém. O novo shopping da Doca que, através de compensação ambiental, contribui para implantação do paisagismo daquela avenida.
Uma compensação ambiental significativa para Belém será, sem dúvida, as obras do Parque Ambiental de Belém. Ali serão construídas cerca de proteção, trilhas, espaço multiuso, pontes e o centro de referência em gestão ambiental. Com as obras ficarem prontas em 2010, Belém ganhará uma área de lazer três vezes a área do atual Bosque Rodrigues Alves.
Realizamos a Semana Municipal de Meio Ambiente, a operação Círio, o concurso jardins do círio e o Eco-natal. Tudo foi feito sem deixar de cuidar das 230 praças e canteiros, da roçagem e da limpeza e poda das árvores.
Obrigado a equipe SEMMA. Obrigado ao Prefeito Duciomar pela oportunidade e a Belém que me permitiu aprender muito. Uma Cidade pulsa e tem vida própria. Amo Belém.
Para dizer o quanto amo o Rio Guamá e a Baia do Guajará, recorro a um poema de Fernando Pessoa:
“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia.
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”

Presidente do PV entrega cargo na SEMA

No blog do espaço aberto:
O secretário José Carlos Lima participa hoje, às 8h30, do seu último ato político como gestor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). Em cerimônia no Parque Ambiental do Médici ele vai entregar o cargo para o diretor de Áreas Verdes Públicas da secretaria, Sebastião Oliveira. A mudança acontecerá porque, nas próximas eleições, José Carlos Lima será candidato a deputado federal pelo Partido Verde. Além disso, ele assumiu no dia primeiro deste ano o cargo de diretor da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará, o que impede que ele continue no cargo.
Na ocasião, José Carlos Lima também vai oficializar a contratação da empresa vencedora do processo de licitação para a execução das obras de compensação ambiental referentes ao projeto Ação Metrópole. Devido aos impactos causados ao meio ambiente, o governo do Estado e a Semma vão entregar ainda este ano o Parque Ambiental do Médici revitalizado aos moradores da capital paraense.
O evento vai contar com a presença do prefeito de Belém, Duciomar Costa, e ainda da governadora do Estado, Ana Julia Carepa, que vão participar de uma coletiva de imprensa com José Carlos Lima e representantes da Secretaria de Estado de Projetos Especiais (Sepe).
As obras, que serão iniciadas esta semana, foram estabelecidas a partir de um Termo de Compromisso firmado pela Secretaria de Estado de Projetos Estratégicos (Sepe) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), no primeiro semestre de 2009.
Estão previstas a construção de dois pórticos nas entradas do parque, sendo um no conjunto Médici e outro na avenida Independência; quiosque multiuso; centro de referência para formação de agentes ambientais; reservatório elevado para 10 mil litros de água; construção de cerca de proteção em toda área do parque; recuperação da área degradada com plantio de espécies amazônicas endêmicas e centro de triagem de animais silvestres, entre outros.

Academias da Terceira Idade: Santarém poderia ter uma (s)






As academias da terceira idade (ATIs) viraram febre no Brasil. Idealizadas na China e trazidas para o Brasil inicialmente para Santa Catarina através do poder público (prefeituras), hoje essas academias podem ser vistas em vários estados do Brasil. Belém inclusive já dispõe de uma atrás do Bosque Rodrigues Alves
As academias da terceira idade têm trazido resultados significativos para a saúde de seus praticantes. Alguns estudos mostram a redução no número de consultas e consumo de remédios de pacientes acima de 60 anos em até 30%, nos bairros onde foram implantados as ATIs
Além disso, as ATIs tornam mais atrantes locais públicos, tornando-os mais frequentados e contribuindo para a convivência social e segurança dos locais.
O  Grupo Paju, na reunião do PV com a prefeita Maria do Carmo, propôs a implantação dessas academias em Santarém, inclusive com iniciativas público-privadas, semelhantes a outras parceiras existentes pelo Brasil afora. A parceria com as universidades, com a utilização de alunos formandos em Fisioterapia e Educação Física também poderia ser efetivada.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Morando sobre as águas


                                         Foto: Podalyro Neto
Típica habitação ribeirinha, construída sobre tronco de árvores. Paraná da Eva - AM

Pará: Estado campeão de desmatamento

O desmatamento na Amazônia voltou a subir em novembro de 2009, de acordo com o boletim Transparência Florestal, divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em novembro, foram registrados 75 quilômetros quadrados de desmatamento da Amazônia Legal, o que representa um aumento de 21% se comparado com o mesmo mês de 2008, quando se desmatou 61 quilômetros quadrados.

No desmatamento acumulado de agosto a novembro de 2009 (quatro primeiros meses do calendário de monitoramento de desmatamento), foram registrados 757 quilômetros quadrados desmatados. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o desmate aumentou 29%.

O Imazon também identificou a degradação florestal, estágio em que a floresta não foi completamente suprimida, mas sofreu danos, como queimadas. Segundo o boletim, foram registrados 29 km² de florestas degradadas, a maioria no Pará (55%) e Mato Grosso (22%).

O instituto alerta que 32% do território da Amazônia Legal (com exceção do Maranhão, que não é monitorado) estava coberto por nuvens, o que impediu o monitoramento. Além disso, 11% dos desmatamentos (8 km²) podem ter ocorrido em meses anteriores.

O Pará foi novamente o Estado que mais desmatou, contribuindo com 69% da área total desmatada. Em segundo lugar ficou o Amazonas (11%), seguido de Mato Grosso (6%), Acre e Rondônia (5% cada) e Roraima (4%). Os municípios considerados críticos também foram os paraenses: Tailândia, Monte Alegre e Placas foram os que mais desmataram.

Assentamentos da reforma agrária contribuíram com 28% do total desmatado (21 km²), e Unidades de Conservação com 6% (5 km²). Não foi registrado desmatamento em terra indígena. As terras privadas ou de posse representam 66% do total desmatado (49 km²).

domingo, 3 de janeiro de 2010

Alter do Chão: Zorra Total


Praia do Cajueiro - 02/01/10
Quem resolveu passar o final de ano e fim de semana prolongado em Alter do Chão saiu de lá frustado e além disso, assustado. A grande decepção não ficou só com a ausência do sol que insistiu em não aparecer, só dando o ar de sua graça no domingo.
O que mais assustou foi a bagunça generalizada na praia eleita a mais bonita do Brasil (até quando?).
Os playboys com seu carros e sons possantes disputando quem colocava o brega mais alto para tocar, infernizando a vida daqueles que procuravam um pouco de sossego no final de semana, querendo unicamente ouvir o barulho do pipocar dos fogos que anuciavam o novo ano.
Quando não estavam na orla  os playboys estavam com suas picapes traçadas ocupando as praias que deveriam ser dos banhistas. Antes eles até procuravam praias um pouco mais distantes como o Muretá. Agora "chutaram o balde" e na maior cara de pau estavam lá na ponta da praia do Cajueiro pra quem quisesse ver e desafiando as autoridades que quase nada fazem. Aliás, para não dizer que nada fizeram a SMT (Secretaria Municipal de Transporte) mandou um policial de trânsito ficar onde costumam descer as lanchas, na praia do Jacundá, a poucos metros da casa de praia da prefeita. O policial estava a bordo de um possante Fiat Uno, muito "próprio e eficaz" para andar atrás das picapes traçadas na areia fofa do lugar.
Banheiros químicos nas praias nem pensar. Todo mundo ali tomando banho na merda (ja que o até presidente Lula falou também podemos falar).
Quem queria comer fora de casa ou hotel outro problema. Poucas opções e de qualidade duvidosa. Nem pão para se tomar café na vila tinha.
A praça em frente à igreja virou o reflexo da bagunça: muitas barracas de gosto duvidoso (a maioria vazias, sem vender nada) e um barracão horrível ocupando boa parte da praça. Além disso uma população de hippies invadiu definitivamente a vila.
Enfim, um lugar sem a mínima infra-estrutura para atender o turista. Uma zorra total. Um lugar horrível
Bonito mesmo só o que Deus e a natureza nos deram: as praias.
Definitivamente ninguém (nem poder público ou privado) está aí para a praia mais bonita do Brasil. Ninguém está nem aí para o turismo.
O turista que veio provavelmente nunca mais volta.