segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Boto no final da tarde

                                                        Foto: Podalyro Neto
Domingo foi dia sem vento. Os barcos a vela não foram pra água. Então, que tal curtirmos um final de tarde que só existe por aqui, com o sol se pondo no horizonte e o boto vindo nos cumprimentar.
Coisas de Santarém!!!
Coisas do Tapajós!!!!
Coisas do PAJÚ!!!

domingo, 15 de agosto de 2010

Fim dos carros na praia do Atalaia


Trânsito - Sucessão de acidentes graves nas areias da praia pode estar perto do fim

EDIVALDO MENDES
Correspondente

Depois de centenas de acidentes, com mortos e feridos, nas últimas duas décadas, a polêmica proibição de trafego de veiculos automotores na praia do Atalaia volta a ser assunto na imprensa e entre as pessoas que curtem o mais badalado lugar de veraneio do litoral paraense e um dos mais belos do Brasil, mas o único onde ainda é livre a circulação de veículos.
Uma representação do promotor Edson Cardoso, no início deste mês, denuncia ter sido ele próprio vítima de atropelamento naquela praia, causado por uma menor de idade ao volante de um carro. O promotor ingressou, então, com pedido de providências junto ao Ministerio Público do Pará. O autor da representação quer ver a praia livre dos carros, motos e quadriciclos. Como consequência, o promotor de Justiça de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, Benedito Wilson Sá, já avisou que quer, já no próximo réveillon, que o Atalaia seja apenas dos turistas a pé.
Mas sua tarefa não será nada fácil, já que as opiniões se dividem. O bancário aposentado Valdir Ribeiro, que viaja mais de 2.300 quilômetros, de Pires do Rio (GO) a Salinas, disse que vem há anos curtir Atalaia, "porque aqui em posso entrar com meu carro na praia, por isso que gosto daqui".

Fonte www.orm.com.br

Nota do blog: O fim dos carros nas praias de Santarém parece também estar chegando ao fim. Nesse verão diversos orgãos estarão unidas contra essa insanidade. A natureza, os banhistas, as famílias agradecem

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pontos de acesso às praias de Santarém

O Tráfego de carros e motos nas praias do município de Santarém é uma ameaça a segurança pública, a integridade física dos banhistas, ao meio ambiente e ao patrimônio cultural da região.
As várias facetas do problema causadas pela prática de andar com carros e motos pelas praias, ou mesmo deixar os veículos estacionados na beira do rio sem um propósito claro, tem provocado a manifestações de várias entidades e organizações sociais, no sentido de cobrar das instituições responsáveis uma solução para o problema.
Neste sentido, o Ministério Público Estadual assumiu o papel de coordenador e provocador das várias ações previstas para o ano de 2010, que visam resolver o problema, devolvendo a tranqüilidade e um meio ambiente livre das ameaças que os veículos trazem as praias e aos seus freqüentadores.
Em reunião, convocado pelo MPE, no primeiro semestre de 2010, junto com Prefeitura Municipal de Santarém, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Polícia Militar, associações de moradores foi delegado ao Partido Verde (Diretório Municipal de Santarém) o geo-referenciamento dos pontos de acesso as praias do município.
Membros do Partido Verde percorreram mais de 45 km de orla de praias entre a cidade de Santarém o município de Belterra, identificando, geo-referenciando e fotografando cada um dos locais onde é possível descer com veículos para as praias.
Os pontos identificados não são todos necessariamente utilizados para descer com os veículos para as praias. Alguns deles são utilizados somente para descida de pessoas e lanchas, assim como outros estão desativados. Porém, no sentido de apresentar um relatório mais completo ao MPE, relatamos no presente documento todos os pontos que encontramos com possibilidade de acesso as praias, destacando a cada um deles suas características e modo de utilização.
Alguns locais foram identificados como “ponto problema” , onde o acesso de veículos é intenso.
Procuramos ilustrar o relatório com fotos e comentários sobre os locais identificados, algumas vezes recorrendo ao nome de proprietários de terrenos e rampas, sobre os quais nosso único objetivo é puramente de auxílio a localização dos pontos, sem nenhum objetivo de denúncia.
Os locais plotados foram visitados entre o período de dezembro de 2009 e agosto de 2010. Muito embora o surgimento e desaparecimento de locais de acesso possam ocorrer, acreditamos que os “pontos problemas” têm se mantido constante nos dois últimos anos, e, tendo-se uma atuação específica e das várias instituições nestes locais, grande parte do problema pode ser solucionado.

Pontos de acesso às praias:

Praia do Juá
Coordenadas: 02° 25´ 562´´ S / 054° 46´ 597´´ W
Características:
Trata-se de um “ponto problema”. O acesso de veículos é intenso, sistemático, ocorrendo durante todos os dias da semana e horários, mas principalmente finais de semana. É um dos dois maiores acessos identificados.

Praia do Pajuçara
Coordenadas: 02° 25´ 518´´ S / 054° 48´ 856´´ W
Características:
Acesso de moderada utilização, mas sendo ponto de descida principalmente para motocicletas.

Praia do Paju 1
Coordenadas: 02° 25´ 212´´ S / 054° 49´ 521´´ W
Características:
Rampa de acesso a praia somente para lanchas e outras embarcações. Ponto de possível acesso a praia por veículos, mas proprietário esclarecido e radicalmente contra esse tipo de atividade

Praia do Paju 2
Coordenadas: 02° 25´ 156´´ S / 054° 49´ 733´´ W
Características:
Ponto pouco utilizado para acesso, mas com potencial de grande acesso

Praia do Carapanari 1
Coordenadas: 02° 25´ 169´´ S / 054° 50´ 067´´ W
Características:
Ponto de intensa utilização nos finais de semana, principalmente por proprietários locais. Não chega a ser um ponto problema, mas requer controle.

Praia do Carapanari 2
Coordenadas: 02° 25´ 126´´ S / 054° 50´ 143´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, porém com grande possibilidade de acesso se não controlado pelo proprietário.
 
Praia do Carapanarí 3
Coordenadas: 02° 25´ 012´´ S / 054° 50´ 496´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, porém freqüente usado pelo seu proprietário,

Praia do Carapanari 4
Coordenadas: 02° 25´ 015´´ S / 054° 50´ 596´´ W
Características:
Ponto de  acesso e estacionamento  de veículos na praia.

Praia do Carapanarí 5
Coordenadas: 02° 25´ 036´´ S / 054° 50´ 629´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, porém de fácil acesso e pouco controle do proprietário

Praia do Carapanarí 6
Coordenadas: 02° 25´ 034´´ S / 054° 50´ 640´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, porém de fácil acesso e pouco controle do proprietário

Praia do curuatatuba 1
Coordenadas: 02° 25´ 198´´ S / 054° 50´ 993´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, mas de baixo controle pelo proprietário.

Praia do curuatatuba 2
Coordenadas: 02° 25´ 280´´ S / 054° 51´ 109´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização
 
Praia do curuatatuba 3
Coordenadas: 02° 25´ 308´´ S / 054° 51´ 170´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização,

Praia do Jutuba 1
Coordenadas: 02° 25´ 288´´ S / 054° 51´ 599´´ W
Características:
Ponto de acesso possível, mas desconhecido a sua utilização.

Praia do Jutuba 2
Coordenadas: 02° 25´ 375´´ S / 054° 51´ 769´´ W
Características:
Ponto de acesso possível, mas desconhecido sua utilização

Taparí 1
Coordenadas: 02° 26´ 074´´ S / 054° 53´´ 539 W
Características:
Ponto de acesso possível, porém desconhecido sua utilização e propriedade.

Taparí 2
Coordenadas: 02° 26´ 299´´ S / 054° 54´ 196´´ W
Características:
Ponto acesso possível e moderadamente utilizado pelo proprietário para acesso de veículos, sendo desconhecido o seu nome.

Ponta de pedras
Coordenadas: 02° 26´ 374´´ S / 054° 55´ 017´´ W
Características:
Ponto de acesso possível, mas não conhecido sua utilização e proprietário.

Quatá
Coordenadas: 02° 27´ 177´´ S / 054° 56´ 275´´ W
Características:
Ponto de acesso possível, mas não conhecido sua utilização e proprietário.

Alter-do-chão 1
Coordenadas: 02° 30´ 103´´ S / 054° 57´ 24´´ W
Características:
Ponto de acesso para lanchas e embarcações, possível e baixa utilização por veículos

Alter-do-chão 2
Coordenadas: 02° 30´ 153´´ S / 054° 56´ 706´´ W
Características:
Ponto de utilização para descida de lanchas, eventualmente carros.

Alter-do-chão 3
Coordenadas: 02° 30´ 197´´ S / 054° 56´ 693´´ W
Características:
Ponto de utilização para descida de lanchas, eventualmente carros.

Alter-do-chão 4
Coordenadas: 02° 29´ 603´´ S / 054° 57 ´ 185´´ W
Características:
Ponto de utilização para descida de lancha e potencialmente carros

Alter-do-chão 5
Coordenadas: 02° 30 ´ 284´´ S / 054° 57´ 521´´ W
Características:
Ponto de utilizazação intensa, sistemática e constante. Considerado “ ponto problema”

Alter-do-chão 6
Coordenadas: 02° 30´ 330´´ S / 054° 57´ 538´´ W
Características:
Ponto de desconhecida utilização,

Alter-do-chão 7
Coordenadas: 02° 30´ 348´´ S / 054° 57´ 544´´ W
Características:
Ponto de moderada utilização, localizado ao lado do condomínio da Dinâmica Engenharia.

Alter-do-chão 8
Coordenadas: 02° 30´ 394´´ S / 054° 57´ 585´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, porém com potencial desconhecido, sendo composto por três residências

Alter-do-chão 9
Coordenadas: 02° 30´ 496´´ S / 054° 57´ 666´´ W
Características:
Ponto de baixa utilização, ficando no final da praia das malocas em alter-do-chão.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Acesso às praias identificados

No blog da santarena Franssinete Florenzano (http://www.uruatapera.blogspot.com/):

"Fim dos carros no Atalaia


O promotor de Justiça Edson Cardoso de Souza, do Tribunal do Júri da Capital, vítima de acidente provocado por uma menor de idade que dirigia o carro dos pais em plena praia do Atalaia, super lotada, no último final de semana de julho, representou ao Ministério Público do Estado solicitando providências para o caos que se instalou no lugar, um dos mais belos do Pará.
O MPE designou o promotor de Salinas, que trabalhará em conjunto com Benedito Wilson Sá, promotor do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, numa ação que proíba definitivamente a circulação de veículos nas praias do município. Além dos atropelamentos, afogamentos e carros tragados pelo mar, os crimes contra o meio ambiente chegaram ao limite do intolerável."
 
Nota do Blog: O Grupo Paju passou alguns dias " plotando " via GPS, todos os lugares de acesso às praias de Santarém a Alter do Chão. Todos, particulares ou não.
 O documento será entregue ao PV santareno que repassará o documento para o MPE. Ainda esta semana colocaremos o documento no blog. O documento estará à disposição para que as autoridades tomem providências para que acidentes e crimes não aconteçam em nossas praias.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Se essa onda pega!!!


Foto: Podalyro Neto

Fotografia tirada na rua Carlos Gomes quase esquina da avenida Padre Eutíquio em Belém, mostra o repúdio da população da capital ao equivocado modelo de gestão de residuos sólidos da capital do estado do Pará.
Se essa onda pega nossas câmaras de vereadores e nossos "Palácios" municipais poderiam virar lixões. Se é que ainda não viraram!!!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Buraco é Grande

Que Santarém está um buraco só, todo mundo concorda;
Que o poder público municipal não se preocupou em tapar os buracos, tudo mundo sabe;
Que os buracos precisam ser tapados antes das eleições em outubro até o "babinha" sabe.
Agora, fazer tudo isso sem se preocupar com a segurança da população é uma imensa irresponsabilidade. A foto foi tirada no cruzamento das ruas Presidente Vargas e Magalhães Barata e onde pode ser observado uma caçamba carregada de asfalto quente sem nenhuma preocupação com a segurança e sem nenhuma identificação do veículo. O buraco, "companheiros" é bem maior do que pensamos.

domingo, 1 de agosto de 2010

Raiva no trânsito

Atenção, senhores prefeitos: buraco na rua é o item que mais provoca emoção raivosa em motoristas. Pelo menos é o que diz uma tese de doutorado em psicologia da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior do estado. O segundo lugar no ranking de maiores provocadores de raiva ao volante ficou para ruas estranguladas ou ocupadas por outros motoristas que param em fila dupla. Em terceiro está aquela luz alta emitida pelo veículo que vem em sentido contrário.
A tese de doutorado "A emoção raivosa em motoristas de automóvel, caminhão, motocicleta, ônibus e táxi", aprovada em 26 de julho, é resultado de oito anos de trabalho do professor Luis Alberto Passos Presa. Ele é autor do livro "A mensuração da raiva em motoristas", sua dissertação de mestrado publicada em 2002 pela editora Vetor.
Presa submeteu 400 condutores de Manaus a testes divididos em cinco categorias, de acordo com os veículos que conduzem. Eles responderam a um teste psicométrico com 44 itens utilizado em psicologia chamado Staxi (Inventário de Expressões de Raiva) e ao formulário Situações de Raiva no Trânsito (SRT), com 20 itens específico sobre situações de raiva no trânsito.
Neste segundo teste, cada entrevistado respondeu um , dois, três ou quatro para cada um dos 20 itens apresentados. Ante a expressão 'quando estou dirigindo no trânsito e buzinam instantaneamente para mim quando abre o semáforo sinto....', o pesquisado respondia com uma dessas quatro expressões: 'nenhuma raiva', 'pouca raiva', 'raiva média' e 'muita raiva.'


Veja o ranking completo das situações de maior raiva no trânsito

posição / situação

1 -surgem buracos grandes e inesperados que agridem meu veículo
2 -passo por motoristas que que estacionam em várias filas, chegando a fechar a fila
3 -à noite, motoristas me colocam luz alta nos olhos, dificultando a visão
4- vans que param em local inadequado para pegar ou largar passageiros
5 -vejo carros da polícia cometendo infrações no trânsito, sem urgência
6 -veículos grandes cruzam a minha frente, obrigando me a frear
7 -percebo que há guardas escondidos, multando motoristas
8- pedestres atravessam arriscadamente, obrigando-me a frear
9 -há trânsito lento em fila única e motoristas avançam na contramão
10 -veículos lentos não saem da esquerda, obrigando-me a ir pela direita
11 -operários estão tapando buracos em horário de movimento intenso
12 -engarrafamentos e ou trânsito lento me fazem ficar atrasado
13- motoristas andam próximos a mim com ruídos altos
14 -motoristas ficam muito próximos da traseira do meu veículo
15 -ciclistas andam pela contramão, obrigando-me a desviar
16 -passo diariamente por uma obra que dura meses
17 -motoristas em geral passam por mim quando abre o semáforo
18 -sou xingado por ter dado chance para pedestre ou veículo passar
19 -buzinam instantaneamente para mim quando abre o semáforo
20 -motoristas andam acima da velocidade permitida para o trecho

Segundo Presa, o estudo apontou cinco resultados: 1) motoristas mais calmos na vida em geral tendem a ter menos raiva no trânsito; 2) motoristas de maior idade apresentam menores médias de raiva no trânsito; 3) homens e mulheres não apresentam diferenças em termos de raiva no trânsito; 4) graus de escolaridade não influenciam em mais ou menos raiva; e 5) motoristas não infratores têm menos emoção raivosa dos que motoristas infratores.
O estudo mostra que no trânsito os pontos de vista sobre os outros mudam conforme o tamanho de quem vê e de quem é visto. Para os motoristas de caminhão, os maiores provocadores de raiva no trânsito são luz alta nos olhos e vans em qualquer lugar. Para os motoristas de táxi e os donos de carros de passeio, os maiores motivos de raiva são os buracos e os outros carros fechando a rua. Para os condutores de motocicleta, são os buracos e veículos que cortam a frente. Para os motoristas de ônibus, são os veículos que fecham a rua e a luz alta nos olhos.
"O que dá mais raiva são os buracos no chão, para os motoristas de motocicleta, auto e taxi, porque para estes ocorre um prejuizo material. Os motoristas de caminhão não têm tanta raiva porque são as empresas que arcam com o prejuízo", diz o professor Presa. A motorista de táxi Ana Maria Bazália de Godoy, de 46 anos, dirige seu Fiat Idea em São Paulo, mas viveu experiência idêntica à exposta por Presa.
"É o que me dá maior prejuízo. Perdi os dois pneus da frente há cerca de um mês", afirma. Ela também considera motivo de raiva o fato de o motorista acelerar quando é ultrapassado e o que não respeita o sinal de seta antes da convergência.
De acordo com Presa, os condutores de veículos grandes tendem a sentir menos raiva no trânsito, uma vez que são menos vulneráveis a riscos. É o oposto do que ocorre com os motociclistas, os mais desprotegidos em qualquer capital.
Fonte: globo.com

Nota do blog: psicológos, psiquiatras, neurologistas e os donos de funerárias em Santarém já estão contabilizando os lucros com os motoristas de Santarém que estão a beira de um ataque de nervos e quase morrendo de raiva com tanto buraco em Santarém.
Mas há esperança, afinal esse ano é ano de eleição e tem candidato com sobrenome forte concorrendo.